PRÁ
LÁ DE PRÁ LÁ
Hoje
eu “tô” fumando “simidão”
Bebendo
no copo dos outros
“Tô”
quase beijando a lona
Eu
não vou “tira” meu pai da forca
Minha
mãe da guilhotina
Nem
a minha irmã da zona
Para
que correr 100 metros rasos
Pular
3 metros de altura
Ou
ganhar a maratona
“Tô”
folgado
Espaçoso
De
chapéu Panamá
Pé
de chumbo
Levitando
Eu
tô pra lá de pra lá
Eu
tô pra lá de pra lá
Eu
to pra lá e pra cá
Pra
lá de pra lá
Nem
desentorta Torre de Pisa
Nem
transa com a Mona Lisa
No
Museu ou na memória
Se
eu vim do barro, do macaco
Acho
tudo isso um saco
Que
não muda o fim da história
O
homem brigando com o homem
Tantos
séculos de luta
Por
um minuto de glória
“To”
folgado...
Eu
não discuto religião
Não
esbanjo filosofia
Vivo
a minha maneira
Pra
que escalar o Everest
Lá
não tem um bar que preste
Pr’eu
tomar a saideira
“To”
folgado...
Ouça Prá lá de prá lá
Magno Martins
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Todos os direitos reservados 1996.